| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Charadriiformes |
| Subordem: | Charadrii |
| Família: | Burhinidae |
| Mathews, 1912 | |
| Espécie: | B. bistriatus |
O téu-téu-da-savana é uma ave da ordem dos Charadriiformes, da família Burhinidae.
Seu nome científico significa: do (grego) bous = boi; e rhis, rhinos = nariz, bico; e do (latim) bi = dois, duplo; e striatus, stria = com estrias, estriado. ⇒ Ave com estria dupla ou ave com nariz de boi e estria dupla.
Mede 43 cm de comprimento e pesa até 700 g. Ave curiosa, semelhante em aparência às abetardas, do Velho Mundo. Uma das principais características é seu enorme olho amarelo, que chama a atenção. A cabeça tem uma linha preta na coroa e logo abaixo uma larga linha superciliar branca. O restante da plumagem é em tons castanhos claro e escuro nas partes superiores e branco nas partes inferiores. Quando imóvel no capim seco dos lavrados onde vive, a ave fica muitíssimo bem camuflada. Seu nome é onomatopeico e aparentemente vocaliza apenas durante a noite, uma vez que é ave crepuscular.
Possui quatro subespécies:
Forrageia bicando no solo presas como pequenos roedores, lagartixas, minhocas e vermes.
Nidifica em cavidades que o casal escava no solo, chocando dois ovos.
Localmente comum, vive nos campos limpos de Boa Vista, Roraima e de áreas de campinarana do Amapá, adentrando, por vezes, as monoculturas de Pinus ou terras recém-aradas. Aproxima-se de áreas habitadas, estradas e campos de aterrissagem de aeronaves em fazendas. Quando perseguido, deita-se no solo esticando a cabeça como as emas. Seus olhos refletem o farol dos carros na estrada ao anoitecer e muitos indivíduos aparecem atropelados.
Em regiões em que vive próximo dos domicílios pode se aproximar dos animais de criação e conviver com galinhas e galinhas d'angola.(Observação pessoal:Altamiro Vilhena)
Presente em Roraima, Amapá, norte do Amazonas e região de Belém. Expande sua área de ocorrência em direção ao Amazonas pela abertura de áreas florestadas para pastagens. Excepcionalmente, alcança as áreas ao sul do estuário do rio Amazonas, chegando a Belém do Pará e ao estado do Ceará (dois únicos registros). Também ocorre na Venezuela, Colômbia e Guiana.